As 10 músicas que marcaram meu relacionamento com a música eletrônica

As 10 músicas que marcaram meu relacionamento com a música eletrônica

Meu envolvimento com a música eletrônica começou quando eu comecei a ir em festas. Eu tinha 13 anos. Antes disso, eu era uma roqueira doida. Não decidia entre o gótico e o emocore. Quem me vê hoje, nem acredita. Por isso, preparei uma lista com as 10 músicas que marcaram esse longo relacionamento. Não vou seguir uma ordem de lançamento, mas a ordem em que me envolvi com as músicas.

The World is Mine – David Guetta

É difícil não mencionar o tão controverso DJ francês. Apesar do ódio generalizado, David Guetta é o responsável por introduzir a música eletrônica a muita gente. E quando eu comecei a sair, ele dominava nas festas. Junto com ele Tom Navy, DJ Antoine e outros, que muitos nem lembram mais. The World Is Mine é, com certeza, uma das melhores produções dele de todos os tempos.

In The Dark (Dirty South Remix) – Tiësto

Um daqueles casos em que o remix é mil vezes melhor que a música original. Outra que me acompanhou quando eu era bem menina. Eu me sentia transportada para outra dimensão.

Face to Face – Daft Punk

Essa tocou muito nas rádios e foi assim que eu descobri ela. Mas em tempos de pouca internet, sem Shazam e outros aplicativos, e com habilidades muito básicas em inglês, eu levei uns 3 anos para finalmente descobrir o nome dessa música e à quem ela pertencia. DAFT PUNK. Minha vida mudou depois deles. E, com pesar no coração, eu digo que não faz muito tempo que os descobri. 2011.

Azzurra –  Gui Boratto

Eu ia colocar o remix dele para Paradise Circus do Massive Attack, mas aí lembrei de Azzurra. Nunca procurei muito sobre o DJ brasileiro, que já nos deu muitos motivos de orgulho, mas o que eu conheço dele é fantástico. Azzurra, Beautiful Life e Paradise Circus são hinos transcendentais. Seja num momento mais chill do festival ou em casa, pensando na vida, as músicas combinam muito bem. Azzurra toma o lugar por ser a mais favorita e até ganhou versão especial do Daniel Kuhnen e da Camerata de Floripa, virou música clássica.

Ghost N Stuff (Feat. Rob Swire) – Deadmau5

Nunca curti muito as músicas do rato, mas Ghost N Stuff já me fez até chorar nessa vida. É uma das poucas músicas que não lembro como conheci. O vocal de Rob Swire, uma das partes do Knife Party e vocalista da finada Pendulum, faz toda a diferença. As notas alongadas no vocal chega a dar um arrepio na espinha.

Greyhound – Swedish House Mafia

Os suecos já tinham lançado One, Miami 2 Ibiza, depois disso vieram as rejeitadas Antidote e Greyhound. As duas vieram com um som bem diferente do que o pessoal estava acostumado e viria a ouvir do SHM. Greyhound foi um marco para mim, porque eu acompanhei essa música desde os primeiros rumores até o seu lançamento numa sexta-feira no programa do Pete Tong na BBC Radio 1. Greyhound foi uma música comercial para a bebida nova de uma conhecida vodka sueca. Assim surgiu um vídeo maravilhoso da produção da música. Nele, Seb fez com que eu me apaixonasse de vez por ele, já que é ele que mostra mais emoção durante as produções. E no fim, Ax diz: “All hell breaks loose after that” (O inferno se abre depois disso). (MEU DEUS! JÁ FAZ DOIS ANOS!)

Butters Theme – Diplo feat. Gent & Jawns

Eu já tinha ouvido algumas coisas do Diplo, mas não com a devida atenção. Então um blog pop divulgou o vídeo de Butters Theme e eu parei e assisti. Meu mundo caiu! A partir dessa, eu conheci o resto do trabalho do Diplo, e por consequência o Major Lazer. Gostar dessa música me fez ficar mais aberta as novidades, depois acabei descobrindo o trap e outros estilos, que antes eu diria que era só lixo sonoro.

Latch – Disclosure

No inicio de 2012, eu comecei a ouvir a BBC Radio 1 como parte do meu treinamento em inglês e foi a coisa mais feliz que eu já fiz na vida. Foi assim que descobri muita música boa, uma delas Latch do Disclosure. Essa música tocava sem parar na programação da rádio britânica. E eu caí de amores na primeira ouvida. Assim, eu me abri para o Deep House e para o Chill out, os gêneros mais calmos da EDM.

The Island – Pendulum

Seja o remix do Madeon, do Steve Angello e a cambada, ou Yves V, The Island sempre cai como uma luva. A letra da música é maravilhosa, é só fechar os olhos e iniciar viagem. “What are you waiting for?”

Mammoth  – Dimitri Vegas, MOGUAI & Like Mike

Com o sample de Midnight City do M83, não tinha como essa música ser ruim. Um aspecto sobrenatural misturado a batidas extremamente coerentes. Sem exageros, drops demais. Mammoth é perfeita para fechar os olhos por alguns segundos e depois pular insanamente no meio da galera. Foi assim comigo. Eu gritava para a minha amiga: MAMMOTH! E nós duas íamos à loucura.

Menção mais do que honrosa:

Tron: Legacy – Trilha sonora original

Pensa num filme que vai te marcar por causa da trilha sonora? É Tron: Legacy. Na época, a Disney chamou apenas o duo que revolucionou a música eletrônica e que estavam bem quietinhos no canto deles, Daft Punk. Pois Thomas e Guy fizeram da trilha do filme um cd para diminuir a saudade. E eu nem estou falando de Derezzed. A trilha sonora orquestrada é que a joia rara. Nem consigo dizer qual é a minha favorita. Se é The Grid (com a maravilhosa voz de Jeff Bridges), The son of Flynn, End of Line, a música dos créditos. Não sei. Mas é uma trilha fantástica. Não dá pra viver sem nunca ouvir.

  • Landson Ferrer

    Ótima coluna Lidi, músicas mais que ótimas tbm! haha parabéns e continue sempre assim! 😉

    • Lidi

      obrigada pelo comentário e se liga nas quintas, que tem sempre coluna nova 😀

      • Landson Ferrer

        Pode deixar haha, vou ficar ligado! 😛

      • Landson Ferrer

        Vc é fã do FRANKMUSIK ?? :O Fala sobre ele aqui no site pro pessoal conhecer mais o íncrivel trabalho dele, por favoooor!! D;

        • Lidi

          Na verdade, eu costumava ser. Ele sumiu depois do fracasso do Do it in the am, acompanho o facebook dele, mas agora ele tá todo independente. Já que ninguem mais aposta nele. Uma pena mesmo. se eu tiver noticias eu posto

          • Landson Ferrer

            Pois é, eu estou acompanhando também, na época do DO IT IN THE AM, ele poderia ter aproveitado mais o album e divulgado mais… Mas agora ele está legal, mas não com a sonoridade de antes…

ENTENDA