Electric Zoo Brasil: Uma estreia com muita chuva e shows memoráveis

Electric Zoo Brasil: Uma estreia com muita chuva e shows memoráveis

Mais uma vez um festival de música eletrônica tem sua estreia castigada pela chuva. Em dezembro de 2015, também no Autódromo de Interlagos, o EDC Brasil fez sua estreia com muita chuva e raios, o que causou até mesmo a paralisação dos shows por cerca de 30 minutos. Em abril de 2017, a estreia do Electric Zoo Brasil também foi castigada pela chuva, mas presenteada com a paixão do público, que encarou 12 horas de festa sem pestanejar.

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Vamos começar falando sobre os pontos positivos, a organização acertou em ter mudado o horário, é um show a parte assistir a qualquer apresentação no King Cobra, palco principal do evento. Quando determinado set estava tomando um rumo mais lento, bastava começar a olhar os detalhes do palco para se sentir impressionado e até mesmo intimidado.

Os food trucks estavam bem localizados, é sempre importante uma pausa para um lanche, o único fato a ser pontuado é que poderiam ter mais opções e estarem melhores espalhados. Apesar de bem localizados, mais ou menos no meio dos três palcos, o centro de alimentação era bem apertado e com poucas opções, gerando muitas filas e até mesmo acabando com muitas das opções.

O lineup do palco principal não era o melhor visto no país. Porém vale considerar a vinda de dois grandes e inéditos artistas, como The Jillionaire e Alan Walker, que fizeram shows grandiosos. O público também entrou em êxtase com as apresentações de Vintage Culture, KSHMR e Hardwell. Mesmo com muita chuva, os brasileiros conseguiram manter o ânimo que os fizeram famosos pelo mundo.

Agora podemos citar algumas coisas que poderiam ter sido melhores. Mesmo não tendo acabado com a magia do festival, prejudicaram um pouco a experiência completa. O sound-system do King Cobra estava muito baixo, que em diversos momentos apresentou alguns problemas. Não podemos confirmar se foi por conta da chuva, se realmente estava com defeitos ou alguma proibição da prefeitura. Nada foi explicado oficialmente, mas o que ficou extremamente desagradável foi quando, no meio do show do Jillionaire, o volume foi abaixado por completo, ao ponto dele utilizar o microfone para informar que não era sua culpa daquilo estar acontecendo.

Outro fato que manchou a estreia do festival no Brasil, mas que não podemos colocar na conta da produção, uma vez que todos os policiais tem o direito de andarem armados, independente de estarem trabalhando ou não, foi o tiroteio ocorrido no banheiro a área vip. Infelizmente o policial envolvido faleceu no domingo de manhã, dia 23. O caso assustou muitas pessoas que estavam na área VIP, que se sentiram, com razão, inseguras e em perigo.

No geral o Electric Zoo foi um festival que mais acertou do que errou, e não contou com a sorte de questões climáticas. Esperamos fortemente que o festival volte para a sua segunda edição e que corrija os erros dessa primeira, para que entre de vez no calendário de festivais do nosso país.