Entendendo o fim do SHM com Leave The World Behind

Entendendo o fim do SHM com Leave The World Behind

Tudo começou há muitos anos atrás. Muitos mesmo. Vários de nós acreditam que o Swedish House Mafia é recente, mas não é bem assim. Nem eu sei dizer quando que o SHM começou. Dá para dizer que o trio começou do nada ou simplesmente podemos colocar o inicio no momento que Sebastian Ingrosso, Steve Angello e Axel Hedfors se encontraram pela primeira vez.

Apesar disso, o inicio do SHM não é foco da coluna hoje, mas o fim. O fim de um dos maiores sucessos da música eletrônica. A ruptura do grupo foi retratada no documentário Leave The World Behind. Assim, cá estou para fazer uma análise sobre o filme.

Dirigido por Christian Larson, que é um grande amigo dos integrantes da banda e importante diretor. o filme é um espetáculo. Foi filmado entre os anos de 2011, 2012 e 2013. Com muitos cortes, a edição foi fantástica ao juntar as cenas curtas com as várias músicas que embalam o vídeo. É um marco para a música eletrônica visual.

O filme começa e logo temos o anúncio do fim da banda. Vários fãs reclamam, dizendo que não fazia sentido a separação. Mas a situação vai muito além. Aos poucos, vamos entendendo as circunstâncias que levaram a tal decisão. Então, Seb, Ax e Steve estão num programa sueco, falando sobre o fim e sobre o que farão depois. Mas o apresentador quer saber os motivos e pergunta se eles haviam brigado e assim decidido por acabar com o grupo. Ax e Seb respondem que não, e sustentam sorrisos meio sem graça, enquanto a câmera corta para Steve. Ele não parece feliz, muito menos confortável.

One Last Tour é anunciada com 50 shows ao redor do mundo e os três primeiros são em Estocolmo, a cidade dos integrantes. Com Alicia Vikander na plateia e ao som de “We come, We rave, We love”, o público sueco vai à loucura, e nós vemos as imagens desses shows. Depois da euforia, vem a calmaria e estamos nas casas de Ax, Seb e Steve.

Diferentemente de Take One, em que somente Axwell tinha um filho, agora todos estão casados e têm filhos. As cenas com suas famílias são bonitas. Todos eles são apresentados como ótimos pais, brincando com os filhos ou fazendo palhaçadas. Entretanto eles precisam partir. Despedem-se das famílias.

E então eles começam a contar a história de como se conheceram. Seb é quem mais conta. De forma energética, ele gesticula e fala como abordou Steve e depois Axwell. A história é muito engraçada. Sebastian é sempre o mais animado e mais espalhafatoso, segundo Axwell, que acredita que isso se deve às origens italianas de Seb. Seb conta que Steve era um DJ de Hip Hop, mas quando eles ouviram Homework do Daft Punk juntos, suas vidas mudaram. Isso é Daft Punk. Eles mudam vidas!

Mas o filme é uma montanha russa e após esse momento de descontração, vem a hora do stress. Ax começa a repensar a decisão do fim. Ele tem medo do futuro, medo de que um dia o Swedish House Mafia seja lembrado como aquelas bandas de um hit só e que somem. Mas no caso do grupo, eles decidiram por aquilo, e poderia acabar se tornando a pior decisão de suas vidas.

E a tensão rola solta.

Seb tem vários ataques. Ele parece até desequilibrado em alguns momentos. Muito irritável, ele fala várias vezes que está sofrendo com ansiedade e outros sentimentos negativos. Em certo momento, ele aparece tomando algum remédio na veia. Steve também aparece muito irritado, já que Seb e Ax ficam cobrando ele o tempo todo. Assim, como em Take One, Steve é tido como o vilão, o culpado pelo fim do grupo. Não é bem assim. O acúmulo de coisas não ditas, o desenvolvimento de sentimentos ruins em relação aos outros, chega a fazer Sebastian dizer que eles não são mais amigos.

Depois Amy, a mulher do grupo, a manager deles, apresenta a sua opinião. Ela acredita que mesmo que tivessem dito o que precisava ser dito, talvez ainda não houvesse conserto. E é isso que vemos ao longo do filme. Uma amizade que resultou numa parceria de trabalho, mas a relação é tão complexa e tão frágil que se desfez e eles precisavam de um tempo para que pudessem recuperar a si mesmos e um dia, talvez, aquela amizade.

Leave The World Behind é uma obra magnífica. Depois de assisti-lo ficamos com menos raiva e tristeza pelo fim, e começamos a ver além do palco e das apresentações gigantescas de orçamento astronômico. Nós vemos eles como homens, com as pessoas que são.


  • Landson Ferrer

    Só poderia ser uma matéria da Lidi! <3

    • Lidi

      Tais enchendo bastante o meu ego :DDD

      • Landson Ferrer

        hahahaha se continuar assim serei seu fã u.u 😛

        • Lidi

          Para de ser lindo e de mimar!

          • Landson Ferrer

            Nãoo Lidi, não te deixarei mais! :3 hahaha bjão.

  • Landson Ferrer

    Também assisti em HD e pqp, que direção de arte e fotografia é aquela??? Muito top LTWB :/

  • Alessandro Paulino

    Nossa!! Super Interessante Saber Sobre Isso, Como Foi, O Que Aconteceu! Quando Todos Os Amantes Da EDM Param Pra Ver O fim De Um Dos Maiores Grupos De EDM Da História! Eles Serão Eternos <3 !