Alok fala sobre suas produções, Green Valley e DJ Mag

Alok fala sobre suas produções, Green Valley e DJ Mag

Com apenas 23 anos, Alok Petrillo é considerado o melhor DJ brasileiro da atualidade. Natural do Distrito Federal, é filho de DJs pioneiros na música eletrônica nacional: Ekanta e Swarup. Por isso, desde pequeno passou a frequentar o meio, respirando música e sendo influenciado por grandes artistas. Aos 12 anos o rapaz já trocou o vídeo game por um par de CDJ’s, começando a “brincar” de discotecar. Hoje, produz suas próprias faixas e vem crescendo exponencialmente neste cenário tão competitivo. Em seu trabalho, explora principalmente o house e o techno, sendo autor de faixas como “Snoop sings” e “We are underground. É embaixador do lendário festival Universo Paralello, na Bahia, em que é responsável pela pista “UP Club Stage”. Alok também liderou a lista da DJ Mag, para eleger os 50 melhores DJs brasileiros do ano de 2014.


1. Com tantas vertentes, estilos e customização da música, às vezes, é muito difícil para admiradores dizerem com propriedade qual o seu estilo. Então para tirar todas as dúvidas, qual o gênero que você produz e toca?

Não gosto de rotular o meu estilo de som. Procuro sempre inovar e correr das fórmulas pré estabelecidas. Posso dizer que aplico bastante influência do psy-trance, techno, e house nas minhas produções. É um estilo de som meu.


2. Num cenário em que o que ganha mais destaque na música eletrônica são batidas genéricas e repetitivas, o underground fica numa posição difícil pela sua singularidade. Além do trabalho duro, ao que você atribui o seu sucesso e a sua popularização?

Infelizmente tudo que é bom inicialmente, acaba sendo banalizado, ou seja, a partir do momento que grande parte dos produtores começam a aplicar sempre a mesma fórmula e de forma massiva, entramos em uma realidade na qual só se ouve mais do mesmo.
Desta forma, procuro sempre arriscar mais e produzir sons mais experimentais, entretanto, tendo como base a realidade do meu mercado. Não podemos dar dois passos pra frente, sendo que os ouvintes irão apenas dar um, isto é, não podemos tentar acelerar mais do que o mercado possa acompanhar.

Eu adotei um caminho diferente do que a maioria geralmente faz. As pessoas só conseguem crer em algo após ver o resultado. Porém, eu primeiramente acreditei e sonhei, para depois ver e viver o resultado.


3. Fale sobre a sua residência na Green Valley. Em algum momento você teve medo da rejeição do público do clube? Como tem sido até agora?

Até o momento tem sido super positiva. Nada mais é do que o “underground” (se é que assim podemos chamar o meu estilo de som) quebrando barreiras e expandindo. Vou mais a fundo e diria ainda que com essa expansão, estamos também educando e trazendo uma linha de som nova pro público. Eles tem todo o direito de abrirem o leque para diferentes gêneros musicais. A resposta tem sido muito boa!


Alisson Demétrio © 2014

Alisson Demétrio © 2014

4. Quais são os seus principais objetivos num futuro próximo? O que você almeja no decorrer da carreira?

Para 2015 a meta é a internacionalização do produto Alok e também a abertura da minha gravadora UP Club records.
Vale ressaltar que estamos trabalhando também em um documentário.


5. A votação da DJ Mag é muito polêmica e não tem validade para muitos adoradores da música eletrônica. Qual é a importância do Top 50 Brasil? O que essa votação significa para você e para a sua carreira?

Além da música o artista vive da imagem. E a cada dia que passa, isto está mais evidente. Pra mim é mais uma forma de reconhecimento do meu trabalho.


6. Não dá para deixar de perguntar. Quem são seus maiores ídolos na música? Algum artista que não seja de música eletrônica te inspira a criar? Seja do underground ou do mainstream, com quem você gostaria de colaborar.

Os meus maiores ídolos são primeiramente os meus páis. 2 Djs pioneiros e que fizeram e ainda fazem muito pela cena eletrônica do Brasil e do mundo. Me inspiro também em artistas como Criolo, Arnaldo Antunes, Emicida, Natiruts, Racionais, Gog, ou seja, todos aqueles que demonstram personalidade além da música.

Em âmbito nacional: Seria um enorme prazer produzir uma track com o Mestre Gui Boratto.

E em âmbito internacional : Seria um sonho produzir uma track com o Deadmau5.


7. Qual o significado do seu nome, Alok?

É um nome indiano e significa LUZ.


8. Para você, qual o maior e mais significativo hino da música eletrônica? Qual música você gostaria de ter criado?

Born Slippy [Trainspotting] do Underworld ou Smack My Bitch Up do Pródigy.