“Fazer sucesso no Brasil é crime”, Alok fala sobre seus medos, relação com fãs e carreira

“Fazer sucesso no Brasil é crime”, Alok fala sobre seus medos, relação com fãs e carreira

Talvez ninguém mais tenha tanto conhecimento sobre a música eletrônica do que Alok Petrillo, estando neste meio desde criança. Talvez essa seja a explicação para o seu imenso sucesso.  Quem pode dizer? Alok é muito centrado e calmo. O jeito como fala e age, só demonstra o quanto está confortável e o que faz, sem estrelismo ou qualquer empolgação extra.

Pelas votações abertas realizadas no site da House Mag, o produtor de 24 anos, foi eleito o melhor DJ do Brasil pela segunda vez consecutiva. Além da 44ª posição na DJ Mag, competindo com DJs/produtores de todo o mundo.

Alguns momentos antes da entrevista, Alok foi abordado por um fã, que pediu para tirar uma foto, fazendo assim com que a entrevista atrasasse alguns minutos. E foi dessa forma começou o bate-papo. Veja:


Qual o seu relacionamento em relação aos fãs? Você sempre os recebe?

Sou muito receptivo aos fãs e muito aberto. Nunca nego foto, então eu tento. Por exemplo, fui passar em cima da passarela e não imaginei que os fãs fossem me ver, ali fui abordado e não teve jeito, fiquei um bom tempo tirando fotos. Jamais vou negar. Então se me pedirem eu faço. Às vezes quando tô na correria, saio pelos fundos. O pessoal até briga comigo, porque mesmo estando na correria, nunca nego.

Você nasceu na música eletrônica. Seus pais são DJs e seu irmão toca com a esposa. Dentro dessa cultura, o que a música eletrônica pode ensinar para o mundo? O que podemos levar para a nossa vida em sociedade?

Vejo que o público eletrônico defende a igualdade. Estando apenas pela música, sem diferença de classe social, de etnia, nada. As pessoas tem esse lado igualitário bem aflorado. Eu vejo também que a cena eletrônica não é só você chegar numa festa e consumir um som, é também um lifestyle (estilo de vida). Eles levam isso para o dia-a-dia. E a pessoa que vai para uma festa eletrônica certamente não sai a mesma. Ela vive uma experiência e isso ela carregará para o resto da vida.

Foto: Image Dealers

Foto: @imagedealers | Alisson Demetrio

Recentemente, você tocou no Villa Mix (festival de sertanejo universitário), além das edições Rock in Rio Brasil e Las Vegas, estando presente em todos os lugares, não só nos de música eletrônica. O que falta atingir depois disso tudo?

É muito louco. Chegou um momento que falei assim “a cena eletrônica agora tá dominada e preciso trabalhar bem nela, fazer uma manutenção”, aí de repente eu me vi transbordando para zona popular. E foi muito louco, porque percebi que a cena começou a migrar para um público maior, ou seja, hoje vou em uma festa, e quando anunciam “alguém tá afim de ouvir Alok?”, a galera vai a loucura. Eu fico um tanto surpreso. É incrível porque você quebra barreiras. Você não se limita somente a esta cena. Isso é um ponto positivo. Agora é a gente manter o pé no chão, porque a partir do momento que se torna muito popular, você não pode deixar de trabalhar o lado eletrônico. Então o negócio é sempre estar fazendo a gestão dos dois lados.

Falando no assunto… Sua carreira ascendeu de forma muito rápida, em uma indústria cruel, onde hoje pode estar lá em cima e amanhã lá embaixo. Você tem medo disso?

Se eu não tivesse a formação que tive, sei que iria cair muito mais rápido. Toco há 12 anos, tenho uma longa trajetória. Já errei muito lá atrás, fui vítima dessa coisa de tendência. Hoje me sinto mais seguro, mais preparado, exatamente pelo fato de ter uma bagagem longa. Claro que tenho medo de parar de viver o sonhar, mas estou fazendo de tudo para manter uma base bem sólida, e conseguir viver esse sonho para o resto da vida.

Foto: @imagedealers | Alisson Demetrio

Foto: @imagedealers | Alisson Demetrio

Você não é mais underground, não é mais mainstream, estando em outra esfera. Acredita que por conta dessa “transcendência”, rola um ódio gratuito vindo do público?

Eu acho o seguinte, fazer sucesso no Brasil é crime. Você pode estar tocando o mesmo som, fazendo as mesmas coisas, mas quando faz sucesso, você incomoda muita gente. É engraçado porque postei um vídeo esses dias, e um cara falou “P***, que merda! Você era muito melhor há 3 anos. Tá mó modinha” aí eu falei “brother, essa musica é de 3 anos atrás”. Então é isso, ao você explodir, fazer sucesso, você entra numa zona que no Brasil, é como se fosse um crime. Jamais vamos agradar a todos, e o público vai me criticar de graça, realmente. Não tenho que focar na crítica, e sim nas pessoas que estão me acompanhando.

E a posição 44 na DJ MAG, o que tem a dizer?

Foi uma posição histórica para um DJ brasileiro. Fui o único do Brasil a entrar no ranking, um p*** reconhecimento. Só é uma pena que não tenha tido outros brasileiros. Acho que hoje o Brasil tem um mercado muito forte, auto sustentável. Mas o que traz para mim? Começo a perceber que agora estou competindo com os gigantes. Isso me traz mais responsabilidade. É um novo desafio. Agora quero manter e melhorar minha posição. Então você tem que estar sempre lutando para melhorar.


  • Ericles Silva

    show, de fato o reconhecimento sempre vai gerar intrigas, o importante é manter o pique!

  • Étore Fernando Terezam

    Realmente as primeiras musicas que o revelaram como “new techno design” e “snoop sings” foram as melhores, nao que as de hoje nao agradem. Mas falando de ranking acho muito dificil ele entrar nos top 10 por exemplo, os estilos da EDM sao predominantes na maior parte do mundo o que torna tal marca quase impossivel, mas parabens pelo sucesso, lembro que vi ele tocando em assis há 3 anos e que segundo meu amigo que o contratou pagou 3 mil, um salto bem grande na carreira em tao pouco tempo.

    • Sara Elen

      Boa tarde acompanho também o trabalho dele a bastante tempo também.Acredito que tudo muda não me lembro de imaginar o alok chegar tão longe isso significa que o futuro é incerto, uma vez que, vivemos numa época de grandes mudanças devido ao compartilhamento de informações e aproximação que a internet proporciona, questões económicas entre outros fatores, se ele colocar os pés no chão e não abandonar sua identidade eletrônica ele pode agradar muito mais tanto seguidores antigos quanto os novos vc dúvida? Eu não!

  • AB73

    O Alok é tipo o Luan Santana da musica eletrônica.

    • Leo Ethan Dourado

      Xiitas do trance quando ver assim hauhauahauahau

      • AB73

        Hã?

        • Leo Ethan Dourado

          retardado mesmo , pff

          • AB73

            Ouve Alok e eu que sou retardado. Mais um fã-modinha. Qual a proxima? Dizer que Guetta é o deus da e-music?

          • Leo Ethan Dourado

            Ouvi Alok e gostei achei interessante e vou atrás mais , e baixar mais trabalhos , o cara é famoso né , ser famoso no Brasil é pecado , perante a mente de doentes mentais

  • Gabriel Bortolo

    Alok tudo que eu tenho pra falar para você é parabéns, muitas pessoas começam a fazer oque gosta e logo desistem, você não, faz isso desde criança, e nunca desistiu da musica e dos seus fãs, muito obrigado Alok !

  • Zedd Magia
  • Wellington Kaue

    Só seria melhor se casasse comigo hauahauahauaga

  • Pingback: DJ brasiliense Alok é um dos headlines do Tomorrowland Brasil()

  • Leo Ethan Dourado

    Alok vou procurar seu trabalho , um DJ brasileiro , deu interesse xD