Ingrid Diniz fala sobre carreira, trabalhos internacionais e influências na música

Ingrid Diniz fala sobre carreira, trabalhos internacionais e influências na música

Nascida em Santos, Ingrid Diniz fez sua primeira grande aparição como DJ na edição de 2002 do Skol Beats, vencedora na categoria DJ Revelação da revista Cool Magazine em 2003 e indicada ao DJ Awards na categoria “Dance Nation of the Year” em 2008.

Ingrid realizou uma apresentação no Skol Beats Factory, na última quinta-feira, dia 17.

1. Você começou sua carreira em 2000 como DJ. 14 anos depois, você vê a indústria do mesmo modo?

Não, desde lá muita coisa mudou. Naquela época a profissão era dominada por DJS que tocavam em vinil e como esse material era relativamente caro e tocar em vinil também era mais difícil a profissão era dominada por poucos. Com o surgimento do mp3 e tecnologias novas que apareceram a profissão DJ explodiu e hoje temos uma cena muito grande.

2. Como uma mulher, você deve ter lutado muito mais duro para conseguir o seu espaço numa área conhecida por ser sexista. Você acha que hoje é mais fácil ser uma mulher DJ?

Sempre me fazem essa pergunta e eu sempre respondo a mesma coisa, ser mulher ou homem não importa. Isso é uma pergunta preconceituosa. Se você é um bom profissional existirá um espaço pra você. O fato é que antigamente poucas mulheres se arriscavam, então dava a impressão que era uma profissão para homens.

3. Você poderia dizer outras mulheres que fazem diferença no cenário eletrônico?

Paula Chalup, Eli Iwasa, Vivi Seixas, Mary Zander, Aninha, Magda, Anja Schneider, Ellen Alien, Miss Kittin…

4. Qual é o objetivo principal do seu workshop atual sobre o Pioneer Rekordbox?

Simplificar a vida de um dj na hora de usar o rekorbox. O programa tem muita função para organizar as músicas e facilitar o trabalho do Dj na hora da sua apresentação, mas a maioria das pessoas tem preguiça de ler tutoriais ou de explorar funções novas achando que é muito complicado. Vou focar a workshop no que é mais usado e mostrar que tecnologias novas só vem para acrescentar algo para nós.

5. Você já fez trabalhos internacionais bem reconhecidos. Qual é o próximo passo da sua carreira no momento?

Não tenho planos. As coisas vão aparecendo e eu vou topando ou não. Tenho o curso de Djs do D-Edge (DJ COLLEGE) o qual eu me dedico bastante e mais as minhas apresentações semanais.

6. Há notícias de que um grande festival voltará para o Brasil e outro fará sua estreia em terras tupiniquins. Você acredita que o Brasil é um bom público para tais festivais? Acredita que podemos realizar edições tão fantásticas quanto as originais?

Acredito.

7. A música eletrônica está em ascendência no mundo inteiro. Você acha que esse fenômeno pode acabar e o gênero voltar para a garagem?

Não.

8. O que influencia a sua música? Quem te inspira?

O que me influencia é tudo que eu ouço todos os dias. Faço muita pesquisa, ouço muita coisa boa e muita coisa ruim, passo um pente fino no que eu gosto e vou construindo o meu repertório.

9. Você vai do house ao techno. É importante um DJ variar entre estilos?

Sim… Muito chato ficar ouvindo um dj tocar só techno ou só house. Acho inteligente ter um leque de opções e ir variando sem perder a idêntidade. Na pista tem vários públicos, cada track pode agradar a um deles, quando você diversifica você amarra todos.

Agradecimentos ao Vinícius Lepore e a Vice Brasil.


  • Alessandro Paulino

    Gostei Da Entrevista, Espero Ouvir Mais sobre Ela, E Suas Musicas!