Netsky fala sobre música brasileira, projetos e mais

Netsky fala sobre música brasileira, projetos e mais

Durante a sexta-feira, 1 de maio, Boris Daenen de apenas 26 anos se apresentaria no palco DJ Marky & Friends do festival Tomorrowland. Mas não seria sua estréia. Na noite anterior, ele havia feito um show insano para a galera do DreamVille. Quem é Boris? Este belga é mais conhecido pelo seu nome artístico, Netsky.

Em sua primeira passagem pelo Brasil, Netsky passou 5 dias em São Paulo. Visitou a Vila Madalena, passeou no Beco do Batman, conheceu o samba. Durante a entrevista, Boris foi super simpático. Falou da sua empolgação em tocar para um público que não o conhecia (mal sabia ele que havia alguns fãs dele lá).

Abaixo, confira a entrevista:


Como tem sido essa sua primeira vinda ao Brasil?

Tem sido maravilhoso. Conheci pessoas maravilhosas. Todo mundo na cidade é muito bonito. É sempre um bom adicional. Comi boa comida. E toquei ontem, foi ótimo. Não tenho nada a reclamar.

Como você está se sentindo por participar da primeira edição do Tomorrowland no Brasil?

É muito legal (ele fala um palavrão e se desculpa, eu digo que não vou traduzir e que ele pode falar a vontade). Eu tenho ido ao Tomorrowland na Bélgica desde que eu era novo, acho que pelos últimos 7 ou 8 anos. Eu vi o festival crescer muito. Era muito pequeno no inicio e ficou enorme muito rápido. E ver uma marca belga tão grande e internacional é uma coisa linda.

O que você ouviu sobre o público brasileiro?

Eu vi um pouco ontem na The Gathering. Eles amam festas. E você pode ver que eles estão aqui para enlouquecer, esquecer sobre a vida e festejar o máximo que puderem. O que é maravilhoso. Também posso ver que é uma cultural dance muito jovem. Não há uma grande experiência com os estilos (musicais). É o momento perfeito para entrar e experimentar e explorar um pouco. Então pra mim, é a primeira vez em dois anos que vou à um mercado onde não há quase nada e podemos realmente experimentar e conquistar o público. Esse é o show mais importante pra mim. Tocar num lugar onde todo mundo me conhece é chato, é melhor tocar para um público que você não está muito certo e tentar convencer eles. Essa é a verdadeira razão para tocar.

Qual a sensação ao ver a platéia cantar a letra das suas músicas?

Eu estou tentando me ajustar a cultura musical brasileira no meu DJ set. Eu estou trabalhando numa canção chamada “RIO” para o meu álbum que tem uma vibe de samba. E eu vou tocá-la hoje a noite e funcionou muito bem ontem.

Você consegue enxergar um futuro promissor para a diversidade de novos gêneros no Brasil?

Eu definitivamente acho que há um futuro para os gêneros aqui. Eu acho que há um futuro para os gêneros musicais em cada novo mercado, ele só tem que crescer. E é por isso que estamos aqui. Com festivais como o Tomorrowland com diferentes palcos e diferentes sons. Para educar, se não for uma palavra ruim. Eu acho isso importante. As pessoas precisam ouvir coisas diferentes para a música crescer.

Então essa mistura no Tomorrowland é boa?

Sim. Eu prefiro tocar em festivais onde ninguém me conhece do que onde todos me conhecem. É emocionante não saber como vai ser a reação do público. É estressante, mas é bom.

O rock brasileiro te influenciou de alguma forma?

Não (risos). Eu acho que samba (influenciou)… e capoeira. Não é uma influência mas eu gosto. Ouvi só umas duas vezes. Eu gosto da dança. Não posso dizer muito sobre a música brasileira.

lidi netsky

Ta aí um registro desse encontro maravilhoso.


  • Luis Gustavo

    Sempre ouvi Netsky, amo Iron Heart e acho ele super simpático! 😀