Review: XOXO, seria esse mais um estereotipado filme sobre a música eletrônica?

Review: XOXO, seria esse mais um estereotipado filme sobre a música eletrônica?

Definitivamente, precisamos falar sobre XOXO: A Vida é Uma Festa. A produção Original Netflix, tem direção de Christopher Louie, roteiro assinado por Dylan Meyer, e propõem relatar de uma forma mais fiel possível, o universo da música eletrônica em diversas situações. Com assuntos clichês, o material tenta se inovar ao trazer casos distintos, que mais tarde acabam se cruzando, chagando a um desfecho principal.

O jovem Ethan Shaw, interpretado por Graham Phillips, vê sua carreira de DJ decolar após ter sua produção viralizada no YouTube, o que o leva a apresentar no maior festival dos Estados Unidos, intitulado XOXO – nome fictício. Ao decorrer do tempo, Shaw terá seu caminho cruzado com os outros cinco personagens de destaque, e todos são extremamente importantes para o desfecho final de sua história. Entre eles, temos: o amigo/empresário, a garota que espera encontrar o amor verdadeiro, o casal que quer curtir a última rave e o veterano da dance music.

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Ao falar do clichê, o filme traz assuntos que rapidamente são associados aos grandes festivais, como o uso de drogas, álcool, e acima de tudo, a liberdade de expressão e vontade de viver a música. O que é representado de forma grandiosa. Os efeitos visuais simulando as alucinações, cores, a energia e companheirismo das pessoas em estar compartilhando um momento de celebração, e até mesmo a pegação. Outros aspectos também são representados no curta, mas dessa vez em forma de crítica, como a falta de comunicação entre os funcionários e a desorganização dos eventos, além da hierarquia presente no cenário musical, uma vez que os novatos são vistos como presas por quem já é do ramo há mais tempo, visando futuras colaboração, resultando em uma forma de manter seus nomes sempre em evidência.

Talvez este sentimento não se aplique com todos, mas XOXO tem uma trama que te deixa ansioso logo nos primeiros minutos, você se pega imaginando o rumo dos personagens. Ao decorrer do tempo a história vai se construindo, e ansiedade lá, gritando. Será que o Ethan vai conseguir se apresentar? E o casal, vai curtir a última rave? Alguns desfechos são realmente interessantes, outros nem tanto, talvez pela rapidez com que este é feito, mais uns 15 minutos e tudo estaria resolvido. É como se não tivesse tempo para amarrar todas as pontas de forma decente, resultando em cortes bruscos. É como diz o ditado: a pressa é inimiga da perfeição.

E claro, não podemos esquecer da trilha sonora. Supervisionada por Pete Tong, as produções de Dada LifeJack Ü e do brasileiro Alok, surgem ao decorrer do filme. Em especial, você vai sentir a magnitude da faixa “Gold Dust”, do Galantis, quando esta começa tocar em uma sequencia de cenas, ao sentir aquela energia de um olhar desconsolado, um beijo apaixonado e até mesmo da desesperança, suas lágrimas vão querer saltar dos olhos, em outras palavras, o choro é livre.

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O filme teve sua estreia em 26 de agosto de 2016, e conta também com participação de Sarah Hyland (Modern Family), Brett DelBuono, Chris D’Elia (Undateable), Haley Kiyoko (Jem & The Holograms), Colin Woodell (Masters of Sex), Ryan Hansen (Party Down, 2 Broke Girls), Ian Anthony Dale (Hawaii Five-0) e Ione Skye (Say Anything). Embora as expectativas não tenha sido superada para muitos, o amantes da EDM com certeza se identificaram em algum momento com XOXO, ao assistir com um olhar mais apurado, ao mesmo tempo emotivo. Vale a pena assistir? Sim, muito. Corre pra Netflix!

Paz. Amor. Respeito. União.