XXXPERIENCE: um festival brasileiro para nos orgulharmos

XXXPERIENCE: um festival brasileiro para nos orgulharmos

Neste último fim de semana, (14/11), aconteceu a 19ª edição da XXXPERIENCE em Itú, interior de São Paulo. O festival usou mais uma vez o espaço da Fazenda Maeda para criar um mega espaço mágico.

Os quatros palcos estavam lindos e cada um tinha um identidade própria. A organização não estava tentando replicar a imagem de outros festivais. Cada um era único. Destaque para o Joy stage, que tinha uma decoração incrível com mega abajures. O palco principal não deixou a desejar em nenhum detalhe para produções gringas. Lindo e majestoso. Ainda não sei qual era o conceito deste palco, mas durante o dia, me fez lembrar no reino do Aquaman, pela cor verde água e as abas que parecem barbatanas.

Só que a vida não é um mar de rosas. Depois de uma semana abafada, a chuva resolveu cair em São Paulo apenas algumas horas após o início do festival. O que você espera? Que a galera desanime e vá embora, certo? Não na XXXPERIENCE. Mesmo com chuva forte, frio, lama, trovões e relâmpagos, nada diminuiu a animação do público. Com capa ou não, com lama até as coxas ou não, de tênis ou bota, o pessoal pulou de qualquer jeito. Conversando com outra galera da imprensa, eles disseram que se fosse em qualquer outro lugar, a festa estaria acabada debaixo daquele temporal e lamaceiro interminável, mas não naquele festival.

No line up tinha de tudo. Kolombo, Joshph Capriati, Astrix, Chapeleiro, Sharam Jey. Todo mundo saiu feliz. Mas o palco principal não tem esse nome a toa. O headliner, Armin van Buuren, que acabou tocando por duas horas com o cancelamento do DVBBS, foi muito elogiado e fez jus aos seus fãs que o consideram o melhor DJ do mundo. Mas foi Don Diablo quem providenciou o momento mais emocionante de toda a noite. Em homenagem aos ataques em Paris, Don tocou “Imagine” do John Lennon e quando chegou aquela parte: “Imagine all the people, Living life in peace, You may say, I’m a dreamer, But I’m not the only one, I hope someday you’ll join us, And the world will be as one”, e foi impossível conter as lágrimas. A chuva, todo mundo cantando junto. Foi um momento inesquecível.

Um vídeo publicado por Lidi (@beatlidi) em

O festival como um todo foi incrível, mas há alguns pontos a serem melhorados. Havia poucas lixeiras. Andei muito tempo com um copo na mão por não encontrar uma lixeira. O tempo. Conversando com frequentadores de outras edições do festival, todos afirmaram que sempre chove no evento, que acontece sempre no feriado da Proclamação da República. Se sempre chove tem que mudar a data. Mesmo que a galera aproveite com o mal tempo, seria muito melhor se o tempo estivesse seco e não tivéssemos que enfrentar a lama. Os preços também estavam muito altos. Em festivais, água é um bem extremamente necessário e o preço tem que ser justo e razoável. Pagar 7,50 numa garrafinha de água não é nenhum pouco justo e muito menos razoável. O guarda-volume era muito pequeno e muita gente ficou com a mochila nas costas correndo o risco de molhar tudo.

Apesar das críticas, o evento foi muito bom. É pelos elogios que a XXXPERIENCE se mantem em pé mesmo com a enxurrada de festivais gringos no Brasil e com a alta do dólar. A XXXPERIENCE é nossa e devemos nos orgulhar dela.

Fotos: Igor Cabral

ENTENDA